Um passo a mais rumo ao adolescente ciborgue

Redação
Radar do Futuro

A geração dos ciborgues, criaturas meio humanas e meio máquinas, dá novos passos para a fama graças à australiana Sydney Shanti Korporaal. Ela implantou dois chips em suas mãos Segundo um relatório da publicação Adelaide A/dvertiser, com a tecnologia ela pode dispensar o uso de chaves para ligar o carro, abrir portas e carregar senhas para computadores. O relatório conclui que a iniciativa concretiza um passo para a criação dos super-humanos.

Tudo a ver com a projeção da empresa de tecnologia Amdocs. Um estudo concluiu que 88% dos jovens gostariam de ter um dispositivo implantado no próprio braço. Exemplo do fenômeno que será crescente em algum momento do futuro, Sydney Shandi pretende, agora, acabar completamente com sua carteira e cartões para que possa levar uma vida futurista. O céu é o limite para o que pode ser feito em seguida, segundo o site Daily Mail, que publicou matéria sobre a australiana. Na verdade, ela náo é única. O mesmo implante foi realizado em outras 1.200 pessoas pleo médico Amal Graafstra. Segundo ele, com anestesia local, em dois segundos a inclusão é feita.

Para as pequenas, mas crescentes comunidades de “biohackers” – que defendem ser por meio do hackeamento do corpo que uma melhora na performance humana pode ser alcançada – este é só mais um passo na longa história do aperfeiçoamento. Segundo Graafstra, o que difere os entusiastas da ideia de quem acha tudo isso ainda muito estranho pode estar no modo de enxergar a si mesmo. “Algumas pessoas vêem o corpo como um templo sagrado, enquanto outras o enxergam como um veículo utilitário esportivo que se pode melhorar. Estou, definitivamente, na segunda categoria”, defendeu em entrevista à Revista Forbes.

Entre as expectativas que a solução atenderia estão aumento da segurança do usuário, localizado com mais precisão. Até pensamentos e intenções o sistema seria capaz de prever como tempo, a partir da leitura de ondas cerebrais. Por outro lado, a falta de privacidade e alterações drásticas no modo de as pessoas se relacionar ainda geram algumas dúvidas sobre as reais vantagens da possibilidade.

A australiana Shanti Korporaal e o marido criaram “Chip My Life”, um serviço de distribuição de implantes que pretende expandir a adesão à tecnologia, principalmente, na Austrália. Embora ainda seja dedicada a um nicho de mercado, o interesse pela inovação parece crescer. Recentemente, uma empresa na Suécia ofereceu aos funcionários a opção de contar com chips ao invés de crachás. Mais de 400 aceitaram a proposta.

Korporaal espera que, num futuro não tão distante, os microchips sejam configurados para pagar as contas do usuário e, quem sabe, acabar com a era dos cartões de crédito. Por enquanto, os chips dela também ativam seu smartphone e acessam vídeos no YouTube. “A ideia de super-humanos apresentada por muitas histórias de ficção já é real”, disse em entrevista ao The Washington Post.