Mostra das profissões apresenta a diversidade desconhecida

Dúvidas e busca por respostas levaram nada menos de 33 mil jovens ao câmpus da UFMG no dia 17 de setembro, um sábado. Uma experiência extremamente rica, que merecia a presença, inclusive, de muitos pais, que desconhecem as alternativas de profissões ofertadas pelas universidades. São 75 cursos. Em tempos de transformações revolucionárias, determinadas pelas tecnologias e questões sociais, econômicas e políticas, entre outras, as informações que mobilizam mais jovens são de medicina e direito. Palestras sobre as duas atividades entre as mais tradicionais lotam auditórios de jovens que pensam o que vão ser em mais alguns poucos anos.

Cerca de 70% dos estudantes que transitaram pelo espaço da universidade são de escolas estaduais. Para o pró-reitor de Graduação, Ricardo Takahashi, esse percentual pode ajudar a reverter o quadro marcado pela redução, registrada nos últimos anos, de ingressantes na UFMG oriundos dessas instituições.

“Grande parte desse déficit se deve à falta de informação, o que restringe muito o leque de opções que esses estudantes consideram”, observa Takahashi. Até 2012, egressos do ensino público estadual correspondiam a 33% dos aprovados na UFMG. Em 2014, a 25%, e em 2015, a 29%.

As ruas e prédios do campus Pampulha registraram intenso movimento, tendo recebido ao longo do dia alunos de 504 escolas, das quais 370 são de fora de Belo Horizonte. Os estudantes tiveram oportunidade de assistir a palestras e visitar salas interativas, em que professores e alunos de graduação apresentaram os 75 cursos oferecidos pela Universidade.

A movimentação reforça a importância do projeto Designers do Futuro desenvolvido pela parceria entre a Estação do Saber - Coaching e Consultoria, da Julia Ramalho Pinto, o Radar do Futuro.